Babi: do liso até o cacheado natural e a saga do ruivo desejado

 Shakeitconvida

Sabemos obviamente que, além dos nossos dois tipos de cabelo, meu + o da Nay, existem milhares e milhares de tipos e cores diferentes entre as pessoas que acompanham o nosso blog e, como não existe O cabelo universal — GRAÇAS E AMÉM, né? Afinal essa é a maravilha da diversidade –,  achamos que seria super demais convidar uma amiga para falar de mais um tipo de cabelo: os cacheados com coloração <3. Por isso, chamamos a Babi Santos (designer linda e talentosa) para falar de toda a saga com os seus cabelos, que já passou por vários tons até chegar o ruivo e, claro, para contar sobre a maravilha que é deixar de alisar o cabelo e viver o seu cacheado natural. O resultado desse convite? Adoramos! A Babi deu mil dicas: de coloração até o processo da volta dos cachos. Vejam aí:

De castanho/preto/chocolate para o ruivo 

Babi Santos

Nunca fui muito conformada com meu cabelo, mudava a cor, o corte, a forma… Bastava passar uns meses com a mesma cara que cansava de me olhar no espelho. Agora, há 4 anos que uso a mesma cor nos fios, a última vez que isso aconteceu eu era criança – e olhe lá, que minha mãe também era chegada em umas mudanças.

A cor natural do meu cabelo, segundo o cabeleireiro, é louro escuro, que na prática funciona como um castanho claro. A primeira vez que pintei foi de vermelho, com 12 anos. Lembro até hoje de sair do salão com uma blusa vermelha, cabelo vermelho, batom vermelho, e encontrar a cara de assustada do meu pai esperando dentro do carro. Entre os 12 e os 19 passei por vários tons de tintura: acaju, preto, Borgonha (fica entre um tom vermelho escuro – vinho), chocolate, mechas em cima, mechas embaixo, mechas atrás (…). E então, quando fiz 18 anos decidi que queria-porque-queria ter o cabelo “ruivo laranjinha” ou “ruivo cenoura”, mas acabava nunca indo ao salão. Minha amiga Ketlen era minha cabeleireira oficial, a gente procurava tutoriais, blogs, começamos a entender de tintas, pontuações, quais nuances deveríamos usar, e no fim de 2011 fizemos a primeira tentativa de me deixar com o cabelo ruivo acobreado: fuen! Saí da casa dela com o cabelo super cereja e dois dias depois resolvi ir ao salão consertar a cagada.cabelo.09-10

O cabeleireiro fez um processo chamado rissagem, em que primeiro se passa tinta no cabelo e depois descolorante por cima da tinta, ou seja, nunca precisei descolorir meu cabelo por inteiro, ele sempre teve facilidade de pegar cores claras, portanto a rissagem bastou. Saí do salão feliz da vida, com cabelo ruivo-cenourinha e muita ampola pros fios aguentarem.

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Como entender as tintas

Daí pra frente precisei entender mais sobre pontuações das tintas para manter a cor dos fios, procurava coisas na internet e ia até a loja Planeta Cosméticos (Belém – Av. Pres. Vargas) descobrir o que tinha disponível na cidade. Tentando explicar de forma resumida, quem quer ficar ruiva acobreada deve entender que a pontuação da sua tinta geralmente começa com 7 (loiro médio) ou 8 (loiro claro), salvo algumas tinturas que começam com 6 (loiro escuro) e mesmo assim conseguem clarear. Essa numeração antes do ponto é que define qual é a tonalidade principal da tinta, e a numeração depois do ponto indica quais as nuances e tons que a coloração agrega. No caso do ruivo acobreado, usualmente as numerações seguidas do ponto são o .4 (cobre, responsável pelo tom de laranja) ou .3 (dourado, que garante aquela tonalidade de ruivo natural), sendo que algumas tintas são .34 ou .43, ou seja, uma tinta 7.34 é Loiro Médio Dourado Acobreado. O primeiro número depois do ponto define qual nuance virá com maior intensidade: usando o mesmo exemplo, na tinta 7.34 o tom dourado é mais forte que o cobre. Se você quiser uma cor laranja fantasia, precisa procurar uma tinta 7.44 (loiro médio cobre extra, por causa da repetição do número 4) ou 7.40 (loiro médio cobre “puro”, sem mistura com outra nuance).

Essa regra é geral, mas nem sempre se aplica porque algumas marcas trocam a numeração de suas colorações. A Igora, por exemplo, utiliza a numeração 7.7 (parece que mudou para 7.70), que é a equivalente a um 7.4. Falando na Igora, acho que essa tintura foi a que mais gostei até hoje, mas sempre está em falta na Planeta Cosméticos. Se souberem de outro lugar que venda por um preço que não me valha os olhos, me avisem pls* (final do texto).

Além da Igora, outra tinta que recomendo é a C. Kamura 7.40 (mais barata e mais fácil de encontrar em Belém), pela lógica da numeração ela é predominantemente laranjada, e é isso mesmo. No primeiro dia que pinto acho a cor muito fantasia, mas com algumas lavagens fica um tom de ruivo lindo. Lembrando que isso varia de cabelo para cabelo, uma amiga pinta com ela e de primeira fica o tom que ela gosta. A desvantagem dessa tinta é que ela desbota mais rápido do que a Igora.

É bom ter em mente que, por mais que a tinta seja cara, o sol, chuva, lavagens, poeira, etc, desbotam a cor dos fios, deixando-os opacos e com tom de água-de-salsicha. Para resolver isso não é tão difícil, existem tonalizantes disponíveis na Planeta Cosméticos como o Keraton Cobre (ou Canela) e o C. Kamura Cobre que são muito simples de passar, no banho mesmo, e não contém amônia. Ainda da marca Keraton, aconselho a comprar o Crazy Orange, uma tintura provisória para cores fantasia, como laranja, verde, azul… Como não é permanente, ela não contem amônia, e você pode misturar ao creme de hidratação na proporção de 1:2 (uma colher de tonalizante para duas de creme) e passar uma vez por semana, como uma hidratação comum. Lembrando que o creme tem que ser branco.

Do liso para o cacheado

O início dos anos 2000 teve disso: cabelo bonito é cabelo liso. Surgiram 3652145 tipos de escovas, e eu me rendi à famosa e pioneira Escova Definitiva. Comecei fazendo processos de relaxamento, porque queria só reduzir o volume, mas acabei alisando cada vez mais e no meu período de Convênio, em 2008, assumi o visual liso total. A verdade é que foi por pura falta de saber como lidar com minha jubinha, eu não entendia que cabelo cacheado tem volume SIM, fica bagunçado SIM, NÃO PODE partir do meio e dá trabalho ATÉ DEMAIS. Até então achava que deveria só lavar e sair na rua pra ver o que acontece. Desastre, né?

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Então em 2012 decidi que queria começar a deixar o cabelo natural crescer, e foram meses de estica, puxa e enrola. Acho que passei uns 7 meses esperando ele crescer o suficiente pra que desse para cortar e deixar natural, mas enquanto isso experimentei usar todo liso e meio-liso-meio-cacheado. Para chegar nesse último resultado eu aproveitava que metade dele já estava cacheado e tentava cachear só as pontas, geralmente passava uma pomada texturizadora, dormia com duas tranças e no outro dia as pontas estavam onduladas, mas esse efeito durava pouco e era um saco ter que ficar ajeitando o cabelo durante o dia, ou vê-lo se desfazer em 5 minutos numa festa calorenta de Belém.

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Passar pelo processo de mudança do liso para o cacheado é um saco, nós sabemos, mas vale super a pena se você quer voltar a lidar com as madeixas naturais. Meu conselho: paciência. Tem que ir testando como fica melhor conforme ele vai crescendo, tenta de um jeito, tenta de outro, pesquisa coisas na internet… Tudo pra que esse processo seja o menos traumático possível. E no final, minha gente, só alegria!

Luiza:

Durante um bom tempo comprei Igora na Raf Mix, uma loja que ficava na Padre Eutíquio, ao lado do colégio Santa Rosa.  Qualquer pessoa podia comprar lá, não era só para profissionais de salão. Não era tão barato quando Planeta Cosméticos, mas na época custava em torno de R$ 32 um tubinho de Igora. Tivemos notícias de que a loja fechou 😦 Fazia mesmo um bom tempo que não passava ou tentava comprar lá (tenho comprado pela internet). Então, se alguém tiver alguma dica válida, avisa! 🙂 

E então, curtiram o Shake It Convida?

Obrigada por ter topado o convite, Babi!

Um beijo e bom final de semana.

 

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