A biblioteca de roupas

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A chamada “biblioteca fashion” traz o conceito de uma biblioteca comum, só que essa é de roupas, a que empresta peças e depois deve ser devolvida. Incrível a iniciativa? Sem dúvidas que sim. Falamos sobre o consumismo desenfreado (deveríamos falar mais) e a cultura de fazer das roupas algo descartável. A ideia, criada pela marca Lena, em Amsterdã, contribui com o meio ambiente, evita o consumismo enlouquecido e ainda possibilita um “guarda-roupa coletivo” sempre cheio de novidades.

A biblioteca de roupas trouxe uma nova possibilidade, ela vai além de um bazar, é a de poder usar algo sempre diferente e de não descartar isso depois, a peça será devolvida e outras pessoas poderão emprestar a mesma. Ao menos por enquanto, a biblioteca só disponibiliza roupas femininas, como vestidos, saias, calças, inclui bolsas e outras. Tudo é bem atual, também é vintage e com garantia de qualidade. E de onde vem? São peças de designers e marcas ecológicas <3.

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Mais interessante ainda é o funcionamento: através de uma assinatura com taxa mensal, as clientes terão uma determinada quantidade de pontos que, com elas, você pode escolher a roupa e quanto tempo quer passar com ela. Cada peça tem sua pontuação. O valor da assinatura também vai variando, se você escolher pagar por taxas maiores, ganhará mais pontos e poderá até passar mais tempo com as roupas e/ou escolher mais peças.

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Tem para todas as estações e situações, sempre em boas condições e com responsabilidade. A loja tem como lema: “Fast fashion is like fast food” (“Moda descartável é como fast food”) “Collect moments, not things” (“Colecione momentos, não coisas”). Impossível não aprovar a iniciativa.

Quem nunca Já comprou alguma peça, usou algumas vezes e enjoou? Identificou-se com isso? Nem todos, claro. Não posso ser hipócrita, me incluo nessa, já usei pouco e enjoei rápido. Felizmente, com bazar/brechó, já é uma maneira de não tornar isso descartável — ao menos no meu caso, que pratico. Mas a biblioteca surgiu para tornar “zero” descartável, o que é melhor ainda.

É inegável que a cultura fast fashion traz milhares de problemas junto, como esse da roupa descartável, as péssimas condições de trabalho dos seus funcionários e, pior, até o trabalho escravo. O barato que sai caro para todos. Precisamos falar sobre ter mais responsabilidade e consciência na hora de vestir. É preciso saber de onde vem, como é feito e quem faz.

Vamos criar uma biblioteca fashion? Fica o convite ❤

Beijos.

Via @hypeness

 

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